Glassheart
 

Leona Lewis Q&A

"Eu não podia acreditar", diz o fenômeno do R&B, Leona Lewis, 23 anos, revivendo o momento em que ela descobriu que seu primeiro album, Spirit, estreou no topo dos charts. "De todas as coisas surreais que já me aconteceram, essa foi a mais difícil de obter em torno de minha cabeça. Parece que estou assistindo outra pessoa, lendo sobre outra pessoa, mas essa sou eu.", disse a cantora. Não muito tempo atrás, Leona morava com os pais, em Londres, e trabalhando no Pizza Hut para pagar as horas no estúdio. Então ela se inscreveu para o X-Factor (versão inglesa do American Idol), conseguiu o amor de Simon Cowell, e se tornou um enorme sucesso — sob tutela de Clive Davis aqui na Ámerica. Pessoas a consideram como a "Proxima Whitney". Leona não usa drogas, não bebe, não fuma, odeia carne e couro, e evita muitas festas. Sua voz pode ser potente no palco, mas também macia e leve quando ela está ensaiando no seu quarto de hotel em Los Angeles.

— Quando você era jovem, seu pai trabalhou como DJ.
Leona: A minha primeira lembrança musical é estar sentada na parte de trás do carro e meu pai tocando Paradise Pastime de Stevie Wonder e Michael Jackson — e eu estava cantando junto. E ele trabalhava como DJ em clubs e boates. Ele tinha os discos de vinil, luzes, e a máquina de fumaça. Era muito engraçado.
— Qual foi o primeiro álbum que você descobriu sozinha?
Leona: A primeira coisa que eu comprei foi o cd das Spice Girls, e eu só tinha 10 anos. Oh, meu Deus, eu as amava. Mas você cresce.
— Com qual das meninas Você se relacionava?
Mel B! Eu e meus amigos faziamos pequenos shows, e eu sempre era a Mel B.
— Que música você escuta mais do que qualquer outra?
Isso é tão difícil. Seria Alanis Morissette Thank You ou Any Time You Need A Friend, de Mariah Carey.
Nas colunas de fofocas de hoje, houve uma citação da Mariah Carey dizendo: "Não, Leona Lewis não é a nova eu"
Concordo! Ninguém é "o próximo" de qualquer um, especialmente se essa pessoa ainda está aqui, fazendo o seu trabalho, como ela está fazendo claramente. As comparações que as pessoas têm feito são lisonjeiras, mas eu acho isso insensível às pessoas que eu estou sendo comparada.
— No Spirit — especialmente em Bleeding Love, há uma série de oohs e yeahs. Qual cantora faz os melhores ooh-ing?
[Risos] Christina, ela faz esses ooh-ing muito bem, mesmo que seja algo mais ahh. Minie Riperton em Lovin 'You. Eu amo essa música. Ela faz um bom aah.
— Você perdeu um monte de gente intíma. Dois de seus primos morreram de leucemia e câncer. Você consegue ver essas pessoas quando você canta?
No estúdio, sim, porque você está sozinha. É dificil de sentir a emoção profundamente, na frente das pessoas, mas as vezes, e é uma emoção verdadeira e crua. Quando eu cantei Over the Rainbow — minha música favorita de sempre, a versão de Eva Cassidy — Eu sabia que ia conectar com as pessoas. Meu primo Billie morreu quando eu tinha 14 anos, e essa música foi dedicada a ele.
— EU OUVI QUE VOCÊ AMA O FILME THE LABYRINTH. Por favor, descreva.
Esse é um dos meus filmes favoritos de todos os tempos. Eu só acho que Bowie foi incrível, em que, e ele escreveu uma trilha sonora incrível. Eu tenho essa fascinação desde que eu tinha seis anos. Eu gosto de Star Trek, e The Dark Crystal — é tão estranho que esse filme foi feito para crianças pequenas. E eu jogo jogos de vídeo no meu PS3. Eu gosto de Rezzie e... outros.
— Desculpa? Rezzie?
Significa Resident Evil.
— Você é conhecida por ter medo do palco. O que acontece? Você soa constantemente?
Minha respiração fica superficial, e isso é o pior, porque eu preciso muito fôlego para acertar essas notas altas. Isso sempre acontece pouco antes de eu ir pro palco, e então a adrenalina começa.
— Na festa do Grammy de Clive Davis, você se deu de cara com muita gente da indústria musical. Deve ter sido incrível.
Eu podia ver Rihanna e Chris Brown, porque eles estavam mais próximo de onde eu estava cantando no palco. Eu não consegui ver muitas pessoas famosas.

Por Austin Scaggs
Tradução: Larissa Soares
Publicado às 12h57 do dia 22-10-11.
  
Redes sociais:  
Rolling Stone — 15 de Maio de 2008
Autor: Austin Scaggs
Ensaio fotográfico: Ralph Mecke
Twitter » últimas atualizações do site!